Saturday, July 27, 2013

Curso de práticas contemporâneas Teatrais – Teatro Site-specific



Curso de práticas contemporâneas Teatrais – Teatro Site-specific
Datas:
2 a 7 Setembro (de segunda a sábado)

Horário: 
das 15h00 às 19h00

local:
Casa da Esquina

Preço: 
50,00€

 Descrição do curso:
O Curso de Teatro Site-Specific pretende fornecer novas pistas para derrubar as tradicionais formas de fazer teatro. Vai funcionar como um curso prático onde se vai introduzir os formandos a noção de teatro experimental, bem como analisar obras marcantes de companhias contemporâneas. Neste curso explora-se o confronto entre o texto dramático e o espaço enquanto pontos de partida para gerar material performático.
No final do curso serão selecionados alguns formandos para participar no espectáculo Occupy da Casa da Esquina.

Destina-se a:
+ 16 anos/ adultos; Estudantes e profissionais de Teatro e jovens interessados em práticas artísticas contemporâneas.
 Conteúdo programático:
1-      Modelos de espectáculo: Site-specific vs Teatro de Palco;
2-      Metodologias Análise dramatúrgica dos materiais/textos a trabalhar e do confronto com a especificidade do trabalho in site;
3-      Cenas de trabalho - Trabalho de aprofundamento artístico e técnico na consolidação dos materiais propostos e na construção de uma partitura no trabalho do actor;

4-      Occupy -Criação de cenas de trabalho a partir do imaginário do material do projecto Occupy .  O espectáculo Occupy pretende reflectir sobre a crise europeia, o estado do capitalismo global e o movimento Occupy, bem como a função do Teatro e da sua forma de agir sobre o presente. Este espectáculo será apresentado de 2 de Outubro a 3 de Novembro de 2013 (4ª a Dom as 21h) na Casa da Esquina e será construído a partir da intersecção entre um sítio específico e texto dramático de autores contemporâneos.
 FORMADOR
RICARDO CORREIA
Diretor Artístico da Casa da Esquina (Coimbra).  Foi Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em 2013 na obtenção do Advanced Course of Devising Theatre and Performance na London International School of Performing Arts. Mestre em Teatro – especialização em Encenação pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Licenciado em Educação pela Universidade do Minho. É Actor e Encenador desde 2001. Trabalhou com o Teatro Nacional São João, Escola da Noite, T- Zero, Teatro Oficina, TAGV, Casa da Esquina, Teatrão, Skimsotne Arts (UK), entre outros.

Enviar por e-mail
até 20 de Agosto , os seguintes elementos:
- nome, data de nascimento, telefone, morada, e-mail;
- uma nota biográfica;
- uma carta de motivação.
- disponibilidade para frequentar o workshop e espectáculo Occupy (em caso de selecção)
Os dados contidos nesta ficha de inscrição são confidenciais e para uso exclusivo do Casa da Esquina – Associação Cultural. Com base nestes elementos será efectuada uma selecção.
Inscrições e pagamentos até 28 de Agosto de 2013
 A sua inscrição só se efectiva após pagamento do curso: na recepção da Casa da Esquina ou por transferência bancária para o NIB 0035 0110 0000 5537 9303 1 devendo ser-nos remetido o respectivo comprovativo para o e-mail casadaesquina.associacao@gmail.com .
Mais info: http://nacasadaesquina.blogspot.pt/


Saturday, July 20, 2013

NOVE PERFROMANCE a partir do Livro de Poemas de María Lado na CASA DA ESQUINA


A Casa da Esquina convida todos os seus amigos para Nove- performance poética, de Maria Lado, uma criação de Ricardo Correia, Miguel Seoane e Maria Lado. Este espetáculo é o resultado de um intercâmbio de criação e formação com parceiros internacionais espanhóis. A partir deste encontro foi criada uma paisagem sonora e espacial sobre o livro “Nove”da poeta galega María Lado, desenhada pelo músico experimental Miguel Seoane. A ideia foi criar um espetáculo de intersecções com várias disciplinas artísticas promovendo-se o diálogo e cruzamento de experiências e internacionalização entre duas estruturas ligadas a uma abordagem site-specific.
A estreia foi em Fevereiro de 2012 no Festival de Teatro da Camacha na Madeira. Terão lugar dois espetáculos no dia 19 de julho na Casa da Esquina pelas 19h00 e 21h00 (entradas 4euros) e um no dia 20 de julho no Convento dos Anjos de Montemor-o-Velho integrado no programa Missão no Convento/CITEC. Brevemente serão apresentados espetáculos na Galiza, criando assim novas pontes lusófonas. 
Paralelamente a estas apresentações, a Casa da Esquina apresenta Grazas- experiência poética onde a poeta Maria Lado escreve em direto poemas para quem aparecer no dia 17 de julho pelas 18h30 na Casa da Escrita. Os poemas são feitos consoante o interesse do público e os seus detinatários, pai, mãe, namorados, amigos, enfim, a escolha é sua.

Tuesday, July 16, 2013

Monday, July 15, 2013

PORTUGAL IN UK

Portugueses em Londres inspiram teatro 

Ricardo Correia procura testemunhos

Seis meses em Londres inspiraram Ricardo Correia para fazer um espetáculo sobre a nova imigração portuguesa. O diretor artístico do espaço Casa da Esquina, em Coimbra, veio fazer um curso profissional à London International School of Performing Arts. Mas a experiência pessoal foi muito forte.
 Portugueses em Londres inspiram teatro

"A ideia surgiu do contato com pessoas que fui conhecendo e que não são necessariamente casos de sucesso", contou ao PortugalinUK. Muitos são jovens qualificados que saíram devido à crise e desemprego em Portugal, e que recomeçam uma vida do zero em Londres. O sentimento geral, mesmo para os que vieram por opção, diz, é que será difícil regressar ao próprio país.

O próprio Ricardo Correia, atualmente com 35 anos, por pouco não se tornou num emigrante. No último ano, o financiamento às artes em Portugal piorou e à perda de apoios para o espaço que gere em Coimbra viu os rendimentos reduzidos enquanto professor. Só recentemente conseguiu assegurar verbas para continuar a trabalhar em Portugal. Mas, mesmo deixando Londres, o dramaturgo, ator e encenador leva consigo um projeto: fazer um espetáculo inspirado na nova vaga de imigração portuguesa em Londres. O nome, "O meu País é o que o mar não quer", foi retirado de um poema de Ruy Belo.

Durante as últimas semanas, recolheu testemunhos escritos, em áudio e vídeo de pessoas que chegaram à capital britânica nos últimos dois anos. Aqueles interessados em partilhar o seu percurso podem contactá-lo por email. Talvez vejam a sua história reproduzida num palco.

 http://www.portugalinuk.com/index.php/eventos/item/portugueses-em-londres-inspiram-teatro

Friday, June 28, 2013

O meu País é o que o mar não quer

A LISPA está quase a terminar, e para o projecto final estou a escrever e interpretar um esboço, do que espero possa ser um espectáculo em 2014.
Já tem nome: O meu País é o que o mar não quer.
Roubado com carinho ao poema Morte ao meio-dia de Ruy Belo.
A ideia do projecto é trabalhar a partir dos testemunhos de portugueses que nos últimos anos devido às medidas de austeridade impostas pela Troika e governo, foram forçados a abandonar o nosso País e dos que saíram por vontade própria mas que agora devido à situação do País não conseguem voltar, ficando obrigados a permanecer exilados.

Este projecto parte da minha experiência pessoal em Londres, na qual  vou cartografando os encontros que tive quotidianamente com vários Portugueses que fui encontrando.

"Troika was imposing a lot of cuts and austerity measures. For me I think all this started in 2011. We lost  our Culture Ministery to a secretary of culture. Our project called cCASA DA ESQUINA that had annual grants had a cut of 100%, the biannual and quadrianual arts projects had a cut of 38%, the University where I teached drama, dismiss me as almost their Guest assistants, like me, I star receive less and less money and working more and more hours. 
At that time I came to Neswcastle to work wth Skimstone Arts, a theatre company and, of course to make money. I was there 3 times in 2012. And in 15 of September of 2012, the government was trying to impose a new tax (TSU) and everyone, literarly went to the sreet and I was in Newcastle seeing the Portuguese news in my laptop and I was crying (with Filipa) because I couldn’t be there.  I was not there. I was not there."



Monday, April 29, 2013

Peter Brook no National Theatre

Viver em Londres tem destas boas histórias como a de hoje: Sir Peter Brook no National Theatre. Posso afirmar que foi uma história feliz, apesar da fila enorme para os returns tickets, acabei por entrar (felizmente acabo sempre por ter um bilhete, mas sempre depois de sofrer com a impossibilidade de entrar). Sir Peter Brook, depois de ter deixado o seu país, voltou ao National, não para ocupar o cargo disponível de director artístico do cessante Nicholas Hytner mas para falar do seu último livro The Quality of Mercy - Reflections on Shakespeare. A conversa, com o jornalista Mark Lawson e o público, foi curta, mas ainda assim um prazer. Eu não consegui evitar rever-me naquela quantidade de pessoas que atentamente escutavam este Mestre do Teatro. E se calhar arrisco dizer que o seu trabalho é sobre a escuta, a escuta do Eu e do Outro. Vamos aos detalhes: Confessou que poderia ter seguido o caminho previsto e depois da RSC ter seguido para o National, mas a sua intuição seguiu outro caminho, foi à procura de um novo Teatro onde fosse possível cruzar culturas, e que rejeitasse a supremacia ocidental branca, claro está. Supremacia que ainda rejeita e que nada explica o racismo que ainda se assiste, que nada explica quererem fechar as fronteiras. "Fuck that" disse para um plateia atónita e caucasiana. Mas não houve burburinho. E também ele poderia ter seguido o caminho ocidental, mas como se sabe experimentou outros no CICT no Bouffes de Nord. Falou-nos de um dos seus actores africanos portentosos que não seria a primeira escolha para representar Ariel da Tempestade mas que a troco da sua leveza de espírito, conseguiu "inhabit Ariel". Distinguiu entre "Inhabit" e "Incarnate". Sendo que para ele só um actor em cada geração consegue fazê-lo (Incarnate), mas que se os restantes conseguirem "Inhabit" já é muito bom. Não referiu se o actor que encarnou King Lear foi Paul Scotfield quando o representou aos 40 anos. Humilde mas ainda assim determinado respondeu às questões que vieram da plateia e por coincidência foram pessoas de diferentes países. Falou-nos de Shakespeare, mas que o melhor era mesmo comprar o livro. E foi isso que fiz. E claro que fiquei na fila para o o autógrafo (1ª vez que fiz isto), e confesso que não deixei de me sentir como um menino que vai pedir um desejo ao Pai Natal de barbas branquinhas. Disse-lhe que era Português e que estava a estudar Teatro por Londres, desejou-me boa sorte! Que mais poderia fazer... Ainda por cima com uma fila enorme atrás de mim a desesperar pelo desejado autógrafo. Vamos lá ler o livro que se faz tarde.