O Republicário
Convento São Francisco, Coimbra.
de 6 a 8 de outubro as 10h30 e 14h30 e Sábados as 16h.
CRIAÇÃO: Celso Pedro, Filipa Malva e Ricardo Correia
INTERPRETAÇÃO:
Celso Pedro ESPAÇO CÉNICO E FIGURINO:
Filipa Malva TEXTO E ENCENAÇÃO:
Ricardo Correia
Vamos criar uma República. Do que é que precisamos? Um hino. Check. Uma
Constituição, que garanta direitos e deveres. Check. Falta alguma
coisa?
Talvez uma bandeira nacional. Com duas cores e 12 bolinhas
que representam as 12 cidades da República Não sei das quantas
conquistadas na Revolução que tirou este País do jugo do… tiranete
Monstro dos sete estômagos que enchia o bandulho com o trabalho escravo
dos cidadãos.
Nesta República acabadinha de inventar, contamos a
história de um vendedor de enciclopédias que percorre, sentado em cima
da sua bicicleta, a famosa e enferrujada Princesa, o país de lés a lés e
que adora ouvir na rádio fado desafiado.
Tudo ia bem no melhor
das Repúblicas possíveis, mas certo dia tudo parece desmoronar-se. De
repente algo perturba os cidadãos da República e a partir desse dia já
ninguém se lembra do hino nacional. Ninguém sabe a diferença entre a
República e a Democracia? Porque é importante votar? Ou mesmo o que é a
República?
O País entra em crise. Fazem-se debates na emissora
nacional. Mas nem nas Enciclopédias que o nosso Republicário vende se
encontram as respostas. Ao que parece elas estão incompletas trazem algo
estranho que invade o espaço público e atordoa os cidadãos da República
Não sei das Quantas.
A culpa será sua? O Republicário, sem
respostas e para salvar a sua face, entra numa grande aventura para
tentar salvar a República e os seus símbolos que entretanto foram
esquecidos. Pelo meio ainda se propõe a fazer algumas erratas.
Será que esta República tem salvação?
Guerra Junqueiro deixou-nos o mote para este espetáculo: “Há mais luz
nas 24 letras do alfabeto do que em todas as constelações do
firmamento.”
Ricardo Correia
https://www.youtube.com/watch?v=e-uk6VQ6wgc